Diego Costa, atacante nascido no Brasil que defendeu a seleção da Espanha
Diego Costa nasceu no Brasil, mas escolheu defender a seleção espanhola a partir de 2013. Fonte: Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Jogadores Que Defenderam Mais De Uma Seleção Nacional Na Carreira

Categoria: Jogadores Data: Leitura: ~5 min

Definição rápida

A regra da FIFA é clara: um jogador só pode representar uma seleção nacional de forma definitiva depois de disputar uma partida oficial por ela na categoria principal. Mas antes desse vínculo se tornar permanente, alguns atletas encontraram um caminho pouco comum — jogar, ainda que informalmente ou em categorias de base, ligado a um […]

Explicação

A regra da FIFA é clara: um jogador só pode representar uma seleção nacional de forma definitiva depois de disputar uma partida oficial por ela na categoria principal. Mas antes desse vínculo se tornar permanente, alguns atletas encontraram um caminho pouco comum — jogar, ainda que informalmente ou em categorias de base, ligado a um país, e depois construir carreira internacional por outro.

Neste artigo, você vai conhecer alguns dos casos mais conhecidos de jogadores que trocaram de seleção nacional ao longo da carreira, geralmente por dupla nacionalidade ou naturalização, e entender como essas mudanças são possíveis dentro das regras do futebol.

Como Funciona A Troca De Seleção No Futebol

A FIFA permite que um jogador com dupla nacionalidade escolha por qual seleção quer competir oficialmente, desde que ainda não tenha disputado uma partida competitiva pela seleção principal de outro país. Antes disso, ele pode até ter atuado por seleções de base (sub-17, sub-20) de uma federação e, mais tarde, optar pela seleção principal de outra — foi exatamente esse tipo de brecha que abriu caminho para os casos mais famosos de troca de seleção na história do futebol.

Diego Costa: Do Brasil Para A Espanha

Nascido em Lagarto, no Sergipe, Diego Costa chegou a vestir a camisa da seleção brasileira em amistosos em 2013, mas optou pouco depois por defender a Espanha, país que já vivia havia anos como jogador do Atlético de Madrid. Naturalizado espanhol, disputou a Copa do Mundo de 2014 e a Eurocopa de 2016 pela seleção europeia, se tornando um dos exemplos mais comentados de troca de seleção na era moderna.

Deco: Do Brasil Para Portugal

Craque do meio-campo, Deco nasceu em São Bernardo do Campo, em São Paulo, mas construiu toda sua carreira de destaque na Europa, principalmente no Porto e no Barcelona. Naturalizado português, defendeu a seleção de Portugal entre 2003 e 2010, incluindo a final da Eurocopa de 2004, disputada em solo português, e a semifinal da Copa do Mundo de 2006.

Marcos Senna: Do Brasil Para A Espanha Campeã

Volante de origem brasileira, Marcos Senna se naturalizou espanhol depois de anos de carreira no Villarreal e passou a defender a Espanha a partir de 2005. Ele foi peça importante da seleção espanhola que conquistou a Eurocopa de 2008, o primeiro grande título do ciclo vitorioso espanhol que também incluiria a Copa do Mundo de 2010.

Eduardo Da Silva: Do Brasil Para A Croácia

Nascido no Rio de Janeiro, o atacante Eduardo da Silva se mudou ainda jovem para a Croácia, onde iniciou a carreira profissional no Dínamo Zagreb. Naturalizado croata, defendeu a seleção da Croácia entre 2004 e 2015, atuando depois por clubes como Arsenal e Shakhtar Donetsk, sempre representando o país que o revelou ao futebol europeu.

Mauro Camoranesi em partida pela seleção da Itália
Mauro Camoranesi, argentino naturalizado italiano, foi campeão mundial pela Itália em 2006. Fonte: Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Camoranesi: Da Argentina Para A Itália Campeã Do Mundo

Nem todos os casos envolvem o Brasil. Mauro Camoranesi nasceu em Tandil, na Argentina, mas se naturalizou italiano por ascendência familiar depois de se destacar jogando pela Juventus. Vestindo a camisa da Itália, foi um dos titulares da seleção que conquistou a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha — um dos exemplos mais lembrados de um jogador argentino sendo campeão mundial por outro país.

Perguntas Frequentes Sobre Troca De Seleção No Futebol

Um jogador pode trocar de seleção depois de já ter estreado na principal?

Não. Depois de disputar uma partida oficial pela seleção principal de um país, o vínculo se torna definitivo e o jogador não pode mais representar outra seleção, salvo raras exceções administrativas previstas pela FIFA.

Jogar por categorias de base impede a troca de seleção?

Não necessariamente. Em muitos casos, atuar por seleções de base (como sub-17 ou sub-20) de um país não impede que o jogador opte, mais tarde, pela seleção principal de outro país com o qual tenha vínculo de nacionalidade.

Por que tantos jogadores nascidos no Brasil optam por outras seleções?

Geralmente porque constroem carreira e vida familiar em outro país por muitos anos, adquirem naturalização e, diante da concorrência natural por vagas na seleção brasileira, enxergam mais chances de disputar Copas do Mundo representando o país onde estão radicados.

Veja Também

Categoria: Jogadores.

Termos relacionados

FAQ rápido

O que significa este termo?

A regra da FIFA é clara: um jogador só pode representar uma seleção nacional de forma definitiva depois de disputar uma partida oficial por ela na categoria principal. Mas antes desse vínculo se tornar permanente, alguns atletas encontraram um caminho pouco comum — jogar, ainda que informalmente ou em categorias de base, ligado a um […]

Onde esse tema aparece no futebol?

Este assunto aparece em jogos, análises e discussões sobre Jogadores.

Como continuar estudando?

Leia os termos relacionados acima e os artigos sugeridos abaixo para aprofundar.