A Copa do Mundo 2026 foi a maior da história — 48 seleções, 104 jogos, três países-sede. Com tantos jogos e tantos talentos em campo, alguns recordes históricos realmente caíram, enquanto outros resistiram. Veja o que mudou.
1. O recorde de artilharia caiu: agora é de Mbappé
Até 2026, o alemão Miroslav Klose era o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 16 gols marcados em quatro edições (2002, 2006, 2010 e 2014). Esse patamar acabou superado: Kylian Mbappé, com atuações decisivas nas três Copas que disputou, chegou a 22 gols na carreira em Mundiais — novo maior artilheiro da história da competição.
Mbappé chegou à Copa 2026 com 12 gols acumulados em Mundiais e fechou o torneio com 10 gols na campanha — mesmo com a França parando nas semifinais —, o suficiente para ultrapassar a marca de Klose e se tornar o novo dono do recorde.
2. O jogador mais jovem a marcar em uma Copa
O recorde continua com Pelé, que marcou aos 17 anos e 239 dias pela Seleção Brasileira na Copa de 1958, na Suécia. Nenhum jogador chegou perto dessa marca em 2026 — é um dos registros mais duradouros da história do esporte.
Mesmo com 48 seleções e mais jogos abrindo espaço para jovens em 2026, nenhum adolescente conseguiu repetir o feito de Pelé — o recorde segue de pé desde 1958.
3. A seleção com mais títulos mundiais
O Brasil segue líder isolado com 5 títulos (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002). O hexa não veio em 2026 — o time caiu nas oitavas de final para a Noruega —, então o jejum desde 2002 continua. Alemanha e Itália seguem logo atrás, com 4 títulos cada.
A Argentina, que defendia o título conquistado em 2022, chegou à final de 2026 mas perdeu para a Espanha por 1 a 0 na prorrogação, ficando com 3 títulos. Já a Espanha alcançou seu segundo título mundial (2010 e 2026).
4. O maior público em um jogo de Copa do Mundo
O recorde histórico pertence ao famoso Maracanãzo de 1950: Brasil x Uruguai, na final da Copa, com estimativa de 200 mil pessoas no Maracanã. Em termos de capacidade oficial, o recorde moderno está nas Copas de 1994 e 2002.
O MetLife Stadium, em Nova Jersey, foi o palco da final de 2026 — Espanha 1 x 0 Argentina, na prorrogação —, com mais de 82 mil pessoas no estádio.
5. A maior goleada da história das Copas
O maior placar registrado em uma Copa do Mundo continua sendo 10 a 1, entre Hungria e El Salvador, em 1982. Mesmo com 48 seleções e mais países estreantes em 2026, nenhum confronto chegou perto dessa goleada histórica.
6. Um recorde novo: a defesa mais sólida da história
O Brasil segue com o recorde de maior invencibilidade em Copas: 13 jogos sem derrota entre 2002 e 2006. Mas 2026 trouxe um recorde diferente: a Espanha campeã se tornou a seleção mais defensivamente dominante da história a vencer um Mundial, sofrendo apenas 1 gol em toda a campanha até erguer a taça — uma marca inédita para um campeão.
7. O goleiro que mais defendeu numa final
Mesmo do lado perdedor, o goleiro argentino Emiliano Martínez entrou para a história: foram 12 defesas na final contra a Espanha, o maior número já registrado por um goleiro numa final de Copa do Mundo — e olha que a Argentina ainda jogou boa parte da prorrogação com um jogador a menos, depois da expulsão de Enzo Fernández por dois cartões amarelos.
A Copa do Mundo 2026 não foi só um torneio — foi uma edição que reescreveu parte do livro de recordes do futebol, com Mbappé e a defesa espanhola entrando para a história ao lado de nomes como Klose e Pelé.
